Pedro acordou com uma estranha euforia.
De certa forma ele já pressentia
a aventura que seria aquele dia.
O seu avô era inventor e já tinha criado:
máquina de purificar o ar
barcos de limpar o mar
e bicicleta para estudar.
Agora seu mais novo invento
era uma máquina de viajar,
só que a viagem era pelo tempo!
Pedro, é claro, quis experimentá-la naquele momento.
Quando a máquina ligou,
tudo mudou.
Sem dúvida estava no mesmo lugar,
mas as casas e as roupas daquela gente
eram muito diferentes.
Ao andar pela rua, Pedro sorria e dizia bom dia
e ninguém o via nem ouvia.
Só ele sabia o que acontecia:
200 anos tinha viajado,
estava agora no passado.
Foi quando escutou uma gritaria,
seguiu o vozerio e chegou numa praça cheia de gente.
No alto, montado a cavalo,
um moço que parecia ser o príncipe regente dizia:
a partir daquele dia o país se libertaria!
Seria um lugar de paz e esperança para quem ali vivia.
Pedro estremeceu,
descobriu que via uma outra vida que ele mesmo viveu.
Recordou que aquele príncipe também se chamava Pedro
e ficou muito empolgado, pois soube que no passado tinha deixado
um grande legado.
Queria falar para todos ali que aquela vida tinha sido sua um dia.
Mas ninguém o escutaria.
Ao voltar para o tempo presente,
seu avô o esperava com a cara bem brava.
O menino tentou contar o que tinha visto por lá,
mas seu avô nem o deixou começar
e ordenou que Pedro fosse logo estudar.
Na escola, a aula era de história,
e no livro ele viu uma foto do Príncipe Pedro.
Quis de novo contar para todo mundo o que sabia,
mas imaginou que ninguém acreditaria.
Quem sabe um dia…
Pedro então sorriu, e guardou aquele segredo que só mesmo ele conhecia.